Marcio Berloffa

Myou - A “Correção ou Complicação” Automática dos Celulares

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A “Correção ou Complicação” Automática dos Celulares

Um recurso muito utilizado pelas pessoas que usam o celular é a “correção automática” das palavras. Até aí você já sabe... ok, calma gente!

“Vem comido, todo min alguma mensagem esé espinho, sem o menos sentido, não é?”

Se eu seguisse a correção automática, essa seria a sugestão. Um pouco maluco né? Que #@$&* é essa: “vem comido todo min já ré”??? Me fala que raios é “esé” ???

Voltando ao mundo dos normais... Sim, eu sou normal, você não é? Hahaha... Eu queria dizer o seguinte:

Vem comigo, todo mundo já recebeu alguma mensagem esdrúxula, sem o menor sentido, não é?

Vivemos em um mundo em que as informações são passadas cada vez mais rápidas e quem sofre são as pessoas que são um pouco mais “lentinhas” para escrever (se fosse na correção automática, seria “lentilhas” hahaha). Os vovôs e vovós, papais e mamães também andam sofrendo com isso, tadinhos. Não ria porque você vai ficar velho, viu!

Eu até pensei em chamar a correção automática em “complicação automática”, porque as pessoas tem trabalho dobrado. Sempre escrevem duas vezes a mesma coisa: a primeira vez a correção atrapalha, e a segunda vez a pessoa escreve de bem devagar para não errar.

Aí você deve estar se perguntando. Myou, você usa a correção automática? Sério, preciso responder? Ok, sei que você quer ouvir o meu “não” como resposta. Contente agora? Happy?

Separei alguns exemplos extraordinários e com todo o carinho compartilho com vocês:

Imagine você receber a seguinte mensagem da sua mãe:

Avó freguês filho de peito para alvoroço de dormindo.

Aí você pensa: minha mãe começou a usar drogas, correto? Bééééééé... Não, bozolina...  Você pode até pensar: bebi demais ontem? Bééééééé... Não, querido ou querida... pare de girar o mapa mundi da sua cabeça, pois você tá no mundo da lua, tá meio zonzo...  É apenas a coisa fofa da complicação automática.

Vou retirar a complicação automática:

Vou fazer filé de peixe para o almoço de domingo.

Super fácil de entender, né?

Sabe o pior de tudo? Que a pessoa te envia uma mensagem dessas e espera uma resposta sua. Aí você fica mudo e vê a pessoa online do outro lado no Whatsapp. E a pessoa ainda te pergunta: Não vai me responder? Está ocupado?

Tenha dó, né gente?!

E eu já soube de cada briga de casal por causa disso. Olhem só a confusão que a complicação automática pode causar por causa de uma mensagem:

Amor, você estava muito elefante no jantar de ontem.

Você tem noção que você chamou sua namorada de “elefante” ao invés de chama-la de “elegante”? E se ela for neurótica com o peso e ela tiver engordado 250 gramas, sim eu disse 250 gramas. Um filé que você come tem esse peso. Hahaha. Como você vai se justificar depois disso? Eu te respondo: Impossível!

Literalmente você se f $#@%*&. Hehehe.

Olhem outro exemplo:

Amora, tem amuleto maluco.

O correto seria: Amor, te amo muito.

A namorada nem leu a besteira que você escreveu, mas ela repara no nome Amora e começa uma discussão:

Namorada: Quem é Amora?

Namorado: Não é uma fruta?

Namorada: Anão tem caqui.

Namorado: Como você sabe que o anão tem caqui? Você tem outro?

Namorada: Você que tem outra. Falei para você: Não vem aqui!

Já pensou? Você pergunta para a sua amiga: Qual o motivo do término do seu namoro?

A “Correção Automática”!

Sobre o Autor

Mac Berloffa

Diego Martins Salomão nasceu em São Paulo. Touro com ascendente em escorpião, é um corintiano fanático por futebol, música e filmes do universo geek. Formado em jornalismo pelo Mackenzie, trabalhou como assessor de imprensa, repórter de pesca, redator publicitário e até auxiliar de TI. Atualmente trabalha com revisão de livros e audiobooks, além de palestras e cursos sobre técnicas de redação.